Poesia

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Indiana Jones 2

 

Herdeiros do amanhã

 

Vezes tantas nos deparamos com seres pares,
inconformados do cotidiano invejado e
os julgamos pela óptica das conveniências momentâneas.

 A verdade oscila e gravita circunstancialmente

consoante vetores indicativos do aparente óbvio.

E, quando se despreza a oportunidade do inusitado latente na criatura,

 aborta-se a expectativa do criador,

pois, ao resignarmo-nos como peça de jogo findo,

triunfará o acaso,

guardado, por anjos indolentes, a consolar as lágrimas arrependidas

das consciências profanas.

O espelho reflete o pavor dos passos que ecoam nas escadas dos palácios,

habitado por transeuntes impávidos,

a contemplar o ato do herói que atira pelas costas no bandido

que faz de contas que morreu.

Então, nos tornamos coadjuvantes do infortúnio

a lapidar o epitáfio de quem não ousou sonhar.

( Leocadio Lustosa )